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Ciência sob os holofotes mundiais

Da Universidade de Cambridge, Inglaterra, o pesquisador Rodrigo Cataldi, egresso da Suprema, destaca que o momento atual evidenciou ainda mais a importância da ciência para o desenvolvimento humano, em todas as áreas de conhecimento. Para o cientista, a grande esperança, agora, é de que a ciência continue ocupando lugar de destaque, com a valorização dos profissionais e a manutenção dos centros de pesquisa.


Farmacêutico formado pela Suprema em 2014, Rodrigo Cataldi hoje é pesquisador visitante da Universidade de Cambridge, onde fez doutorado, é cientista na empresa Wren Therapeutics. Cataldi atua em pesquisas para diagnóstico e tratamento das doenças de Parkinson, Alzheimer, Diabetes Tipo 2 e alguns tipos de câncer. Ele revela que o interesse em se dedicar à ciência surgiu em razão da possibilidade de beneficiar a população através de progressos científicos.


“Trabalhar com a ciência foge um pouco de uma rotina pré-estabelecida, principalmente no dia a dia da pesquisa. Embora exista a rotina do desenvolvimento da pesquisa propriamente dita, à medida que você avança, os desafios são maiores, vão mudando. É uma área muito dinâmica e podemos acompanhar o seu progresso. Ao desenvolver novos medicamentos, por exemplo, acompanhamos desde os experimentos iniciais até a fase em que ele esteja pronto para testes clínicos, em seres humanos”


Para Rodrigo, a Suprema contribuiu muito para o crescimento de sua carreira, onde a sólida estrutura de ensino, combinada com professores experientes, o ajudaram a despertar o interessa na área da pesquisa. Na empresa em que atua, o farmacêutico trabalha com uma equipe multidisciplinar composta por biólogos, químicos, médicos, físicos, entre outros profissionais – que, em parceria, garantem que tanto a teoria quanto a parte experimental sejam executadas com base em princípios científicos multidisciplinares e complementares.


Ainda na graduação, Cataldi fez um intercâmbio e foi pesquisador na Universidade de Toronto, no Canadá, trabalhando em pesquisa que usa a nanotecnologia para o tratamento de câncer. Com vários estágios extracurriculares, Rodrigo Cataldi também trabalhou em Juiz de Fora (MG) como farmacêutico e, durante o doutorado, fez estágio na Organização Mundial da Saúde (OMS), em Genebra, Suíça.




Pesquisa no Brasil


Para Rodrigo Cataldi, a pesquisa no Brasil conta com pessoas extremamente qualificadas e que, mesmo com poucos recursos, conseguem lugar de destaque no campo científico internacional. Entretanto, muitas vezes a falta de investimento e de um planejamento estruturado fazem com que muitos pesquisadores encontrem dificuldades para realizarem suas pesquisas no país, o que compromete a evolução da ciência nacional. Em função disso, não é raro situações em que pesquisadores deixem o país em busca de uma maior estabilidade para desenvolverem seus projetos.


O que vem ocorrendo “é uma evasão de cérebros em função da falta de oportunidades, da confi ança na ciência e a falta de prioridades que vem sendo agravado pelos crescentes cortes de recursos destinados à pesquisa e ao ensino”, considera.


Para Rodrigo, o que precisamos é de políticas públicas comprometidas com o desenvolvimento científico e que enxerguem na ciência um caminho seguro para a melhoria de vida da população como um todo. “Em momentos como os atuais, em que todos se voltam para a ciência em busca de soluções, percebemos claramente a importância de investimentos científicos e a relação dos mesmos com o alcance de um bem-estar social”, conclui.


Popularização da ciência


Para o cientista Rodrigo Cataldi outro aspecto que a pandemia do novo coronavírus despertou foi a introdução de ciência no dia a dia da população. É necessário pensar em estratégias para comunicar a ciência às pessoas, traduzindo informações complexas, muitas vezes de difícil entendimento, para uma linguagem e formato acessíveis a todos. Este tipo de comunicação é importante para que a população possa, neste caso da pandemia, tomar as medidas necessárias baseadas em informações cientificamente seguras.




Enfrentamento da pandemia

Mesmo com as dificuldades e divergências relacionadas ao enfrentamento da pandemia no Brasil e no mundo, Rodrigo Cataldi destaca a união e a colaboração da comunidade científica, pública e privada. Para ele é uma colaboração jamais vista em prol do desenvolvimento de uma vacina, o que será determinante para o sucesso e tratamentos contra a Covid-19. Em sua opinião, “esta colaboração mundial fará com que se antecipe os tratamentos eficazes para a Covid-19 e a criação de uma vacina eficaz em um curto prazo de tempo”.

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