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No lugar certo, por força do destino

Quem vê a professora Ana Paula Ferreira pelos corredores da Suprema pode até confundi-la como uma estudante. O rosto de garota e a fala tranquila escondem uma guerreira que lutou para construir uma carreira de sucesso. O destino que a fez chegar à Suprema “sem saber onde estava” para cursar Fisioterapia como bolsista do ProUni fez com que ela se dedicasse, cada vez mais, aos estudos e à vida acadêmica.


Hoje, com apenas 30 anos, Ana Paula tem um currículo notável, com pós-graduação, residência multiprofissional, mestrado e está prestes a concluir o doutorado, além dos inúmeros trabalhos, pesquisas e monitorias. Atualmente, ela é professora de Iniciação Científica, Bioestatística, Metodologia da Pesquisa, Fisioterapia Hospitalar, preceptora do estágio de Fisioterapia Cardiovascular e integrante do Núcleo de Desenvolvimento Científico e Tecnológico. A professora já planeja um pós-doutorado.


Aos 17 anos, Ana Paula não pensava em sair de casa, em Barbacena, para estudar. Depois de concluir um curso de eletricista e realizar sessões de fisioterapia para se recuperar de uma fratura, ela escolheu a Fisioterapia. “Achei muito legal o tratamento de eletroterapia e, a partir daí, decidi que faria o curso”. Ana Paula começou a graduação em Barbacena, mas logo percebeu que seus pais não teriam como bancar a faculdade.


“Resolvi que tentaria uma bolsa pelo Enem. Não tinha muitas expectativas, porque passava por um momento ruim na vida, mas optei por me inscrever, mesmo sem perceber que era para a Suprema. Pensava que era para outra faculdade, em outro lugar, no centro de Juiz de Fora. Quando cheguei para fazer a matrícula, um amigo nos trouxe até a faculdade. Cheguei a questioná-lo, mas o endereço estava correto e foi uma grande surpresa”, recorda-se.


Paixão à primeira vista


Ao conhecer a Suprema, Ana Paula se apaixonou e, naquele momento, não tinha nenhuma dúvida: o destino a colocou no lugar certo. Ela não abriria mão de estudar, mas teria um grande problema: como se manter em outra cidade. A solução foi transformar a faculdade em uma segunda casa.


Ana Paula resolveu fazer monitorias e ganhava uma ajuda de custo, economizava em tudo que podia, contava com o auxílio de colegas, pegava caronas e dividia um quarto com três amigas. “Passei muitas dificuldades e só consegui superar com a ajuda de meus professores e amigos. Meus pais também se desdobravam. Para todos eles, só tenho uma palavra: gratidão”.


Volta por cima


Justamente na primeira prova de monitoria para a disciplina que ministra hoje, Ana Paula não foi aprovada. Uma primeira tentativa frustrada, que poderia tê-la feito desanimar, na verdade serviu de motivação. “Não podia abaixar a cabeça. Resolvi me inscrever em um curso de extensão de Metodologia, mesmo sem saber como iria pagar. Economizei, minha mãe me ajudou. Passei um aperto grande, mas não podia aceitar a reprovação. Depois, fiz a monitoria novamente e passei. Fui monitora cinco vezes nesta e em outras disciplinas, fiz iniciação científica, projetos de extensão, ajudava meus colegas. Sempre gostei de dar aulas”.


Em 2011, quando formou, a Ana Paula só tinha a opção de voltar para Barbacena, porém, ela conseguiu um emprego e passou para a residência com uma bolsa de quase R$ 3 mil. “Fiquei rica”, brinca a professora que, a partir daí, deslanchou na vida profissional.


Enquanto esperava pela prova de residência, Ana Paula trabalhou com as professoras Karine e Daniele Paiva. “Passei em primeiro lugar na UFJF. Professores Djalma e Plínio também me apoiaram. Já no final da residência, fiz o mestrado com professor Djalma no Rio (UERJ). Trabalhei no HMTJ e comecei a dar aulas na Suprema em 2014. Agora, termino doutorado na UFMG no início de 2020”.


Aos amigos, professores e pais e à Suprema, gratidão!


Ana Paula faz questão de citar todos os colegas e professores que a apoiaram. “Para eles só tenho gratidão. Posso até esquecer algum nome agora, mas todos eles sabem que sou grata pelo apoio que sempre tive. Aos professores Plínio e Djalma e a todos os outros professores indistintamente, aos amigos Tulio, Ravena, José Carlos, Daniela, Gabrielle, Nathália, André, Thiago Casali e ao Thales... obrigada!”





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